23/01/2012

8x12 - Hope For The Hopeless - Review

BY nathycalassa IN , 3 comments


O retorno de velhos (e bons) dramas.

Uma das participações que eu mais gosto de ver em Grey’s Anatomy é a de Loretta Devine, encarnando Adele. Essa mulher é simplesmente demais e está sempre possuída em suas interpretações, seja pré ou pós Alzheimer. Dessa vez, ela deu show e imprimiu um ritmo dramático ao episódio, que foi mais uma vez, bastante bom.

A série está numa ótima temporada, reafirmando, a cada semana, o potencial que ainda existe em Grey’s Anatomy. É impressionante como uma coisa simples como o retorno de uma personagem sazonal pode fazer a diferença. A relação de Adele e Richard sempre foi atribulada e vê-la revivendo sofrimentos antigos, sem a menor noção da realidade, dá uma boa ideia dos efeitos dessa doença, que aos poucos destrói a dignidade dos afetados.

Loretta captou muito bem isso em suas cenas, sempre confundindo Meredith com Ellis, o que ativa ainda mais a sensação de perda e o medo de ser abandonada de Adele. Achei a cantoria na sala de cirurgia bastante bonita, até porque, não envolveu apenas Richard e Adele, mas também Meredith, sempre obrigada a viver à sombra da genialidade da mãe.

No fim das contas, acho que ela vai acabar optando pela cirurgia Geral, porque já está mais do que provado que Meredith é tudo, menos a mini Ellis Grey. A relação dela com Derek e agora com Zola, demonstram isso de forma muito clara. Como teremos, em breve, um episódio ao estilo realidade alternativa, em que saberemos como as coisas teriam sido caso Ellis não fosse uma mãe terrível, creio que Meredith terá, finalmente, sua libertação desse estigma.

Em contrapartida, Cristina começa a perceber que a realização daquele aborto pode ter destruído seu casamento para sempre. O estranho é que em alguns momentos eu tenho a impressão de que ela não ligaria se Owen pedisse o divórcio e cada um fosse viver a própria vida. Ela ri da cara dele o tempo todo e faz de tudo para destruir a autoridade dele como chefe. Por mais que Owen tenha paciência, seria impossível esperar que ele agüentasse por mais tempo.

A reação de Teddy à morte de Henry é compreensível e até sou capaz de entender Cristina em sua mágoa por ter sido obrigada a operá-lo sem saber quem era o paciente, mas, de qualquer forma, ela é uma profissional e está misturando problemas de trabalho com a vida pessoal. Aliás, Owen também faz o mesmo naquela discussão final. Não que seja simples separar as duas coisas, afinal, já vimos os impactos da mesma situação com Derek e Meredith.

Como o episódio teve bastante carga emocional, não posso deixar de citar os pacientes. As duas irmãs do transplante de fígado foram, para mim, mais trágicas que engraçadas e só pude imaginar a tortura que é depender de alguém para continuar viva, em especial quando essa pessoa é uma completa chata. Já o garotinho com tumor na coluna vertebral me deixou triste. A relação dele com a mãe, onde um tentava proteger o outro da verdade, foi muito tocante, colocando Lexie para enfrentar Derek, quando achou que ele não estava cumprindo o que prometera.

Falando em Lexie, lembro de Sloan e sua nova namorada. É tão óbvio que a moça vai rodar logo que só me preocupei em rir com as imitações de Callie, que fez a voz gutural de Mark com muito talento. Outra cena engraçada foi a que abriu o episódio, com Bailey passando seu relatório da festa de dez mil cirurgias de Webber, todo preocupado com o confete caindo no bolo.

Infelizmente, isso me lembra do potencial não explorado de Chandra Wilson e começo a querer que ela seja mais do que um alívio cômico de 30 segundos. Grey’s Anatomy segue bem, é verdade, mas essa seria uma mudança que poderia melhorar a série ainda mais.



P.S* Zola linda! Quem mandou fazer caretinhas para a foto de aniversário? Fofa, fofa, fofa.

P.S*Todo mundo vai se mudar do cortiço de Meredith e Lexie vai ficar segurando vela para a irmã e sendo babá de Zola?

P.S* Até quando Kepner vai continuar essa tensão sexual com Karev? Vamos acompanhar.


Escrito por: Camis Barbieri
Fonte: Séries em Série

3 comentários:

  1. Será que eu sou a única que não engoliu esta historinha da Mer se especializar em cirurgia geral? Apenas uns epi atrás ela era 100 por cento neuro, até o chefe Webber falou pra ela esquecer aquela ideia ridicula d não trabalhar com o Der e perambular pela Gine/Obs, e voltar a fazer o que nasceu para fazer. Agora subitamente todos viram a luz e enchergam que ela tem um dom natural para cirurgia geral e devia se fazer isso. Para mim isso já estava bem definido, Karev era pediatria, Yang cárdio e Mer neuro, Shondinha mudou td, jogou esta história sem preparo e parece q o povo gostou, mas eu detestei, sentia a Mer tão completa e preparada na neuro, magoei com esse plot novo.

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  2. Episódio muito bom.Bons momentos de riso e ótimos momentos de nó na garganta.
    O menino com tumor foi uma história emocionante,principalmente na parte do choro compulsivo da mãe dele.Clima entre Owen e Cristina foi tenso.A parte do bolo para o Richard foi linda.Todas as cenas da Zola são encantadoras,mas a Zola com a tia Cristina não tem preço.
    Enfim...sem dúvidas o ápice do episódio foi a cena da Adele com o Richard e Meredith.
    Todos os atores arrebentaram,deu para sentir realmente o quanto essa doença degrada com o ser humano.A cena foi espetacular.^^

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  3. A cris teve o que pediu. Nas temporadas anteriores vimos alguns lampejos de amadurecimento da parte dela, mas os escritores optaram por fazê-la regredir e torná-la numa completa egocêntrica sem cuidado por ninguém que não lhe traga alguma vantagem. E o personagem descambou numa esperial descendente de egoísmo puro e desrespeito por todos.
    Odiei o facto de ela ter abortado o bébé do marido sem levar em conta os sentimentos dele. E ter aceite que ele fosse com ela presenciar aquele acto que visivelmente foi tão doloroso como arrancar-lhe o coração do peito, a frio. E ela nem aí. Desde que ele estivesse lá para lhe dar apoio e calor era o suficiente.Os sentimentos dele que se lixassem.
    Isto mostrou que ela realmente só faz o que é vantajoso para ela. Segue em frente e não quer saber dos outros. Sem remorsos e sem culpas.
    Odiei o facto de ela permanentemente se colocar a brincar com os bebes dos outros toda maternal, á frente do marido. Nem reparava , ou não se preocupava se isso o magoava ou não.
    Odiei que ela tivesse ficado do lado da Teddy para a ajudar sem levar em consideração os sentimentos do marido que sentia obviamente necessidade de se compatibilizar com a melhor amiga. Há uma cena em que ele lhe pede apoio, e ela nem aí.
    Odiei o facto de ela reconhecer que a miséria da Teddy era um ganho para ela .Já tinha feito um sem numero de cirurgiasa conta disso. Pode?
    Odiei o facto de ela ter aterrorizado ainda mais a mulher de um paciente, que já estava suficientemente aterrorizada para levar a senhora a trocar um médico cardiologista em boas condições de operar pela Teddy e ela própria que não dormiam convenientemente há 72 h ! Que egoísmo e desrepeito!
    Odiei odiei ela ter flagrantemente desobedecido ao Chefe (marido) e ainda ter gozado o marido á frente dos subordinados dele no BO.Foi simplesmente indecente. Humilhou-o e tratou-o como se de um capacho se trata-se.
    Há quem tenha ficado irado por ele ter finalmente explodido á frente de todos na festa da Zolinha. Mas eu não entendo como é que isso foi pior do que ela fez ali. Para mim o q ela fez foi pior porque tudo, mas tudo o que ele lhe disse na cozinha da Mer, é verdade. Enquanto que o que ela fez e disse vem de um lugar que se chama: "estou-me borrifando para ti"
    Este era o meu casal favorito. Deixou de ser. Já perdeu todo o brilho
    Espero que ele lhe dê um verdaddeiro chuto no traseiro e procure uma mulher que o valorize. Ah e que use a aliança de casamento. Aliás esse é outo exemplo como ela não dá valor nenhum para o homem dela e para o casamento dos dois. Aposto que se fosse necessário um cirurgião usar aliança ela andava sempre com ela no dedo. Só se importa com ela, depois com a cirurgia, depois com a Mer e depois se não houver mais nada então o marido. Neste momento há a Teddy, portanto...

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