08/01/2012

8x10 - Suddenly - Comentários

BY Milena Pais IN , 5 comments


O turbilhão de emoções está de volta.

Respirem fundo e se preparem para chorar muito. É essa minha dica para o resto dessa sensacional temporada de Grey’s Anatomy, que depois de um tempinho apenas na figuração da minha watchlist, voltou a ser uma das minhas séries favoritas de assistir.

Eu gostaria de pegar titia Shonda e dar um beijo naquelas bochechas sabichonas. Essa mulher conseguiu nos deixar na maior expectativa durante o hiatus e entregou um belo episódio de retorno, com tudo o que Grey’s tem de bom, caprichando muito nas doses de emoção.

A história do episódio, continuando exatamente de onde parou, foi muito bem construída. Muita tensão, muita expectativa, muita coisa dando errada. Mas acima de tudo, nossos personagens mais queridos estavam ali no meio, lidando com dificuldades e aprendendo lições valiosas sobre a vida, a morte e a prática da medicina.

Mais do que isso, é preciso louvar o excelente trabalho dos coadjuvantes, mais especificamente, da atriz Stella Maeve, que foi um show na interpretação de Lily, a garota do acidente. Ela foi perfeita em sua reação inicial, quando teve de bombear oxigênio nos pulmões do bebê transportado por Meredith e Karev. Depois, no hospital, eu chorei a cada perda que ela sofreu e não era apenas pelo clima do episódio. Ela dominou o personagem e foi capaz de passar a dor que um momento tão difícil quanto aquele significava.

Dentre os membros do elenco fixo, a trama mais emocionante foi a de Teddy e Cristina. Sofri muito com elas e por elas e assim como Owen, não acho que havia uma decisão certa a tomar naquela hora. O que ele fez foi ser prático e racional. Não desaprovo o caminho tomado por ele e pela equipe, até porque, o que Owen queria era evitar mais mortes do que as que já haviam acontecido, mesmo que ele pareça um cara insensível à primeira vista.

Toda a sequência na sala de operações, com direito à excelente imitação de Kepner, só foram aumentando a expectativa para quando Cristina contasse sobre Henry. As duas atrizes capricharam muito e realmente acreditei que Teddy, tantas vezes declarada inútil, havia perdido seu marido. O choque dela foi tanto que ela se colocou na posição dos familiares na sala de espera. Cristina cumpriu seu papel informativo, mas sua frieza certamente foi abalada, numa evolução visível da personagem.

Com tensão por todos os lados sobrou até para Bailey, que ainda tenta lidar com seus relacionamentos pessoais em meio ao trabalho. Karev é aquele cara que não desiste nunca de seus pacientes, numa dedicação fora do normal e Callie, acostumada a ter sucesso, precisou encarar uma falha grave e as consequências disso tudo.

Para desanuviar, apostaram, como sempre, em Lexie e Sloan. Ele sempre canastrão ao incluir a nova namorada numa cirurgia. Lexie com ciúme, fazendo caretas para a rival e precisando gostar dela no final, depois de tudo. Confesso que aquela cirurgia ocular me deu um nervoso tremendo. As imagens me pareceram bem realistas e a retirada do vidro do olho da menina foi de arrepiar mesmo.

Foi, de fato, um festival de dramas. Chorei muito com esse episódio e com toda tristeza embutida nele e na certeza de que, de repente, tudo pode mudar e nossas vidas podem virar do avesso.

Já no final, meio esgotada de tanto gastar meu estoque de lágrimas, eis que ganhei um presente e não era em forma de pizza. Zola voltando para os braços de Meredith e Derek foi um dos momentos mais bonitos da série. Torci muito por isso e pela eliminação da assistente social megaevil. Valeu a pena. Zola reencontrando sua família acaba de entrar para a seleção de melhores momentos proporcionados por Grey’s Anatomy.

Escrito por: Camis Barbieri
Fonte: Séries em Série

5 comentários:

  1. Acho que você definiu bem esse turbilhão de sentimentos. É uma coisa louca e o destaque na minha opinião foi a Yang, como sempre. Até o próximo!

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  2. Texto muito bem escrito e falou exatamente o que eu senti! Episodio ficou muito bom, assim como as performances dos atores!
    Bjs

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  3. O episódio foi muito bom, adorei e as performances dos actores também foram excelentes.
    Agora gostava de saber se a Teddy ficará chateada com o Owen e se haverá mais alguma repreenda para Callie devido ao seu erro.
    Algo que me aborrece é o facto de o Avery se andar a arrastar, tanto a personagem como o actor em si, não vejo paixão na performance de Jesse Williams e acaba por ficar um Avery chato. Outra questão é o de Sloan e Lexie não avança, não recua, é uma chatice. Além disso acho que o Sloan devia de fazer alguma cirurgia "vistosa" porque se continuar assim torna-se um membro descartável da série.

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  4. Realmente foi "de repente" depois de tanto drama e perdas durante os 40 primeiros minutos emocionantes chega Zola e faz dos ultimos 2 minutos harmoniosos... Pensei que o episodio iria terminar com todos exaustos depois de um dia como aquele e "de repente" veio a surpresa... Esse ficou na historia e entrou pro primeiro lugar da minha lista de episodios favoritos de GA.

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  5. Foi, realmente, um episódio sensacional. Bem acima dos oito primeiros. Entretanto, embora concorde com a observação sobre o Owen, não consigo gostar dele. A cena em que ele tenta repreender Cristina por ter contado a Teddy foi de um autoritarismo nada a ver com o fato dele ser chief ou não.

    Não achei convincente também as cenas do Karev no hospital. E não reconheci Arizona deixar um médico surtado operar um recém-nascido de altíssimo risco.

    Como não me convenceu também a Callie assumir o erro do Avery sozinha só porque ele é inexperiente. Para ensiná-lo mesmo, penso que o mínimo que ela poderia fazer era levá-lo para contar ao marido a causa da cirurgia cardíaca da esposa. Colocá-lo frente a frente com o próprio erro.

    Aliás, Jackson Avery, para mim, se torna a cada episódio, um médico completamente descartável. Ficou como um zumbi de um lado para o outro sem ser aproveitado por nenhum atendente, e isso num dia em que o hospital recebe tantos pacientes seriamente traumatizados.

    Para mim também, a cena do episódio foi a sequência na OS de Teddy, que culminou com a revelação sobre a morte de Henry. Sandra Oh arrasou, como sempre. E Kim Raver se superou. Awesome. Palmas pra tia Shonda.

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