23/10/2011

8x06 - O caso médico do Derek Shepherd

BY Milena Pais IN , 3 comments

Astrocitomas
(Escrito pela Meg Marinis, diretora de Pesquisa Médica)


Nós lamentamos por Lexie, certo? Como se estar no quarto ano de residência cirúrgica não fosse o suficente estressante (gerenciar seus casos, preparar para o 5º ano, lidar com os internos) agora ela foi designada a trabalhar com o atendente mais difícil do Seattle Grace Mercy West: Derek Shepherd. Ele pode ser o McDreamy, mas também é um cirurgião incrível que gosta de sua S.O. de uma forma especial. Derek não apenas quer tudo organizado, mas também precisa de 16 toalhas para seu braço quando for usar o microscópio.

Foi bastante impressionante a Lexie convencer Derek a assumir o tumor em asa de borboleta. Por que esse apelido "borboleta"? Bem, quando olha para uma imagem do tumor no cérebro, a mesma aparece na forma de uma borboleta - que estende-se por ambos os hemisférios do cérebro. Quando um tumor torna-se bilateral, muitos cirurigões considera inoperável, porque a remoção abrange a criação de déficits em cada lado.
Mary tinha "astrocitoma" grau 4
Astrocitomas são o tipo mais comum de gliomas - tumores cerebrais que contêm uma variedade de tipos de células. Sua forma é de uma estrela (daí o nome) e crescem muito lentamente ou praticamente nada por algum certo tempo. Especialistas avaliam a classificação de malignidade dos astrocitomas em uma escala concebida pela Organização Mundial de Saúde. Existem quatro graus (1, 2, 3, 4) e as diferenças em cada são pelo nível da tava de crescimento do tumor, fornecimento de sangue, a presença de um centro necrótico, distinção de fronteira e semelhança com as células normais.

O tumor maligno de Mary foi o nível maior: grau 4. Astrocitomas grau 4 invadem uma grande quantidade de tecido circundante normal, cresce de forma agressiva e as células mortas centralizam. Eles definitivamente têm o pior prognóstico. Um exemplo de um Astrocitoma grau 4 é chamado de glioblastoma multiforme.

Como astrocitomas se apresentam?
Todos os sintomas dos tumores cerebrais dependem da sua localização e da gravidade, mas de modo geral, astrocitomas começam a aparecer com o aumento da pressão dentro do crânio. São vários sintomas, incluindo:
  • Dores de cabeça persistente
  • Vômito
  • Perda de apetite
  • Visão dupla ou embaçada
  • Alterações do estado mental
  • Sonolência / Letargia
  • Convulsões
  • Conduta desordenada ou mudanças de personalidade
  • Dificuldade para falar com início gradual

Em bebês, outro sinal de um astrocitoma pode ser uma cabeça alargada em função do inchaço do crânio, antes dos ossos concluirem o crescimento.

Diagnóstico de um astrocitoma não difere de outros tipos de tumores cerebrais. Normalmente a massa será detectada através de técnicas sofisticadas de imagem como tomografia computadorizada, ressonância magnética e tomografia por emissão de pósitrons.

Dependendo do grau do tumor, o tratamento existe. As opções incluem radiocirurgia, cirurgia, radiação e quimioterapia.

Cirurgiões lutam para remover o tumor o máximo possível sem danificar as áreas do cérebro determinadas necessárias para as funções vitais (tais como a visão, a capacidade falar, mover, etc). Mas muitos tumores de grau alto, como astrocitoma de Mary, crescem como tentáculos, invadindo tecidos extremamente difíceis de remover na sala de cirurgia. Se a localização do tumor impede a remoção completa, em seguida, os cirurgiões vão ao menos tentar reduzir o tumor pela excisão de um pedaço dele.

Com radioterapia, os médicos planejam o tratamento para matar as células tumorais sem ferir o tecido saudável. Geralmente implica sessões múltiplas de radiação variando de 1 a 30 tratamentos. Radiocirurgia utiliza cálculos computadorizados para focalizar a radiação exatamente no tumor para minimizar a exposição do resto do cérebro.

A quimioterapia é outro método de tratamento, mas as taxas de sobrevivência para pacientes com tumores cerebrais avançados não aumentam drasticamente com esta opção. Muitas vezes os médicos são ao seus pacientes da pediatria a quimioterapia invés da radiação para minimizar qualquer efeito duradouro sobre o cérebro em desenvolvimento. Além disso, nem todos podem suportar os efeitos da quimioterapia, por isso a equipe do médico precisará realizar uma avaliação criterosa da saúde geral do paciente e sua força.

Enquanto isso, para melhorar as taxas de sobreviência, os pesquisadores precisam continuar a fazer experiências com terapia genéticas, radiação altamente focada, a imunoterapia, quimoterapia e doses ajustadas de drogas.

Fonte: ABC | Imagens: homeofthenutty

3 comentários:

  1. Não vejo q hora q alguem abra os olhos do Derek e conte pra ele q TODOS os tumores que o "inspiram" são pacientes da Meredith e q é ela q convense seus pacientes desenganados a aceitar cirurgia porque realmente acredita em Derek e no seu potencial... sei q o asunto não é esse mais precisava desabafar!!! enquanto ele não reconhecer q precisa dela para mim vai seguir sendo McAss!!

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